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OTAN lança missão “Sentinela do Ártico” para ampliar defesa no Extremo Norte

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A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) anunciou nesta quarta-feira (11) o início da operação “Sentinela do Ártico” (Arctic Sentry, em inglês), iniciativa que reforça a presença militar da aliança no Círculo Polar Ártico.

O comandante aliado na Europa, general da Força Aérea dos Estados Unidos Alexus G. Grynkewich, afirmou que o objetivo é “proteger nosso território e garantir que o Ártico e o Extremo Norte permaneçam seguros”.

Por que agora

A medida sucede à reunião ocorrida em janeiro, em Davos, entre o presidente norte-americano Donald Trump e o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte. Na ocasião, ambos concordaram que a aliança deveria assumir maior responsabilidade pela região diante da crescente atividade militar da Rússia e do interesse da China.

Como será a missão

Fontes europeias disseram à Reuters que a operação incluirá exercícios conjuntos, deslocamento de navios, aeronaves tripuladas e drones. O número de tropas será ampliado no chamado “Cabo do Norte”, área que abrange partes de Noruega, Suécia e Finlândia.

Segundo o New York Times, o patrulhamento marítimo será reforçado no Mar da Noruega e, em seguida, nos corredores entre Groenlândia, Islândia e Reino Unido.

Participação britânica

O Ministério da Defesa do Reino Unido informou que dobrará o efetivo destacado para a Noruega, alcançando cerca de 2 000 militares em três anos. Os fuzileiros navais britânicos lideram a Força Conjunta Expedicionária (JEF), que reúne países nórdicos e bálticos, mas não integra a OTAN.

Coordenação e comando

A “Sentinela do Ártico” será conduzida pelo Comando Conjunto de Forças de Norfolk, na Virgínia (EUA), responsável pelo Ártico desde dezembro.

Reações e contexto

O embaixador dos Estados Unidos na OTAN, Matthew Whitaker, declarou que o Ártico “se tornou prioridade para a aliança”. Um diplomata europeu, sob anonimato, afirmou que a missão fortalece “dissuasão e defesa” diante das ações russas e do avanço chinês.

Levantamento do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) indica que a Rússia realizou pelo menos 33 exercícios militares no Ártico no último ano, exibindo bombardeiros, caças e submarinos modernizados com capacidade nuclear.

Com informações de Gazeta do Povo