Ankara — As defesas aéreas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) interceptaram nesta segunda-feira, 9 de março de 2026, um míssil balístico disparado do Irã que violou o espaço aéreo da Turquia.
De acordo com o Ministério da Defesa turco, o projétil foi abatido por baterias da aliança posicionadas no Mediterrâneo Oriental. Fragmentos caíram em áreas desabitadas da província de Gaziantep, no sudeste do país, e não há registro de mortos ou feridos.
Segundo incidente em menos de uma semana
O episódio ocorre poucos dias após a Otan destruir outro míssil iraniano, ainda fora do território turco. Desta vez, o artefato chegou a cruzar a fronteira antes de ser neutralizado, informou a pasta da Defesa.
Em nota divulgada nas redes sociais, o governo turco afirmou que “todas as medidas necessárias serão tomadas de forma decisiva e sem hesitação” contra ameaças ao território nacional. O comunicado também pediu que a comunidade internacional leve a sério os alertas emitidos por Ancara.
Erdogan cobra explicações de Teerã
Após reunião de gabinete na capital, o presidente Recep Tayyip Erdogan disse que já foram enviadas advertências formais ao Irã. Ele classificou os lançamentos como “passos errados e provocativos” e ressaltou que o objetivo de Ancara é manter o país “fora das chamas” do conflito que envolve Irã, Estados Unidos e Israel.
Otan reafirma compromisso de defesa
Um porta-voz da Otan confirmou à imprensa internacional que a aliança está pronta para proteger os seus membros. Embora possua o segundo maior efetivo militar da organização, a Turquia ainda depende em parte dos sistemas de defesa aérea coordenados pela Otan para conter ameaças balísticas.
Até o momento, Ancara não recorreu ao Artigo 4 do tratado — dispositivo que prevê consultas entre aliados quando um país se sente ameaçado e pode levar a medidas coletivas adicionais.
Com informações de Gazeta do Povo