O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Órban, afirmou nesta terça-feira (12) que a União Europeia (UE) deveria organizar uma reunião direta com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, tomando como modelo o encontro agendado entre o chefe da Casa Branca, Donald Trump, e o líder russo.
Órban apresentou a proposta depois de se recusar a assinar uma declaração conjunta dos demais líderes do bloco sobre a guerra na Ucrânia. Segundo ele, o texto era “inadequado” por impor condições a uma conversa para a qual os europeus não foram convidados.
“O fato de a UE ter ficado de fora já é ruim o bastante. Pior ainda seria começarmos a dar instruções da arquibancada”, disse o premiê. Para ele, a “única ação sensata” é lançar uma cúpula UE-Rússia nos moldes da reunião entre Estados Unidos e Rússia. “Vamos dar uma chance à paz”, acrescentou.
A declaração que não recebeu a assinatura do governo húngaro foi aprovada pelos demais chefes de governo. O documento condiciona negociações significativas a um cessar-fogo ou à redução das hostilidades, além de exigir garantias de segurança que incluam uma Ucrânia capaz de se defender.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, sugeriu ainda que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, participe da reunião entre Trump e Putin, marcada para sexta-feira (15) no Alasca.

Imagem: OLIVIER MATTHYS via gazetadopovo.com.br
Zelensky declarou recentemente que não vê disposição de Moscou para buscar a paz e acusou o Kremlin de preparar uma nova ofensiva. No campo de batalha, Kiev tenta conter avanços russos na região de Donetsk, enquanto a diplomacia movimenta-se em várias frentes.
Trump afirmou que o encontro com Putin servirá para medir a abertura do líder russo a negociações. “Vamos ver o que ele tem em mente e, se for um acordo justo, eu o apresentarei aos líderes da UE, da Otan e também ao presidente Zelensky”, disse o norte-americano.
Com informações de Gazeta do Povo