Home / Internacional / Onda conservadora na América Latina reforça apoio externo à transição na Venezuela

Onda conservadora na América Latina reforça apoio externo à transição na Venezuela

ocrente 1768101552
Spread the love

A remoção de Nicolás Maduro do poder, em 3 de janeiro de 2026, ocorre em meio a uma virada política na América Latina, marcada pela eleição de governantes de direita em diversos países. Esse novo cenário regional é apontado como um fator que pode facilitar a reconstrução política, econômica e institucional da Venezuela.

Primeiros a se posicionar

Logo após Washington confirmar a operação que depôs Maduro, a Argentina, comandada por Javier Milei desde 2023, divulgou nota de apoio ao governo dos Estados Unidos e ao presidente venezuelano eleito em 2024, Edmundo González Urrutia. Milei declarou que seu país está disposto a colaborar com a transição, destacando a necessidade de restaurar democracia, direitos humanos e respeito às leis em Caracas.

Considerado o principal aliado latino-americano do presidente norte-americano Donald Trump, Milei soma-se a outros líderes da região que avaliam participar ativamente da estabilização venezuelana.

Coordenação regional

Em 8 de janeiro, o presidente do Paraguai, Santiago Peña, afirmou manter conversas com chefes de Estado vizinhos para definir formas de contribuição no processo de transição. Segundo ele, Assunção “tem muito a oferecer” após ter rompido relações diplomáticas com Caracas em janeiro de 2025, quando reconheceu González Urrutia como vencedor legítimo do pleito de 2024.

Além da Argentina e do Paraguai, Chile, Bolívia, Peru e Honduras — hoje sob governos conservadores — também são citados como possíveis fornecedores de apoio logístico, força de segurança e recursos para reconstrução de infraestrutura e instituições venezuelanas deterioradas ao longo dos mandatos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro.

Razões para o envolvimento

Analistas apontam dois motivadores principais para o engajamento desses países: o avanço do narcotráfico, utilizado pelo regime chavista, e a crise migratória que se espalhou pelo continente. A cooperação regional é vista como estratégia para conter organizações criminosas e impedir que potências como China, Rússia e Irã mantenham bases de influência em nações latino-americanas.

Embora ainda não haja definição sobre o formato da ajuda externa, lideranças locais defendem que a participação conjunta seja “indispensável” para garantir estabilidade após a queda do regime e para preparar eleições livres e transparentes.

Por ora, o futuro da Venezuela permanece imprevisível, mas o alinhamento ideológico crescente entre governos latino-americanos e Washington cria um ambiente favorável a iniciativas de reconstrução e ao restabelecimento das relações diplomáticas na região.

Com informações de Gazeta do Povo