A Organização Marítima Internacional (OMI) decidiu nesta sexta-feira, 17 de outubro de 2025, adiar por um ano a deliberação sobre a criação de uma taxa destinada a reduzir as emissões de carbono do transporte marítimo internacional. A medida, apoiada pelo Brasil, sofreu forte oposição dos Estados Unidos.
A proposta de cobrar navios que excedam determinados limites de emissão havia sido aprovada de forma preliminar em abril e precisaria ser ratificada na sessão realizada em Londres. No entanto, uma moção apresentada pela Arábia Saudita, contrária à taxa, obteve 57 votos favoráveis e 49 contrários, prorrogando o debate para 2026.
O governo norte-americano atuou contra a iniciativa. Antes da votação, o ex-presidente Donald Trump publicou na rede Truth Social que adotaria restrições de visto e possíveis sanções aos países que apoiassem a cobrança. “Não toleraremos aumento de preços para os consumidores americanos nem a criação de uma nova burocracia verde”, escreveu.
Depois de confirmado o adiamento, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, celebrou o resultado. Em mensagem na plataforma X, afirmou que a decisão representou “mais uma grande vitória” para Trump e evitou “um enorme aumento de taxas da ONU sobre os consumidores americanos”.
O Brasil figurava entre as nações favoráveis à implementação imediata do mecanismo de cobrança, alinhado ao objetivo da OMI de reduzir a pegada de carbono do setor marítimo.
Com informações de Gazeta do Povo