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Oficial das FDI acusa Irã de mirar bairros civis e relata uso de bombas de fragmentação

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O coronel M., comandante dos Distritos de Jerusalém e Central do Comando da Frente Interna de Israel, afirmou que a maioria dos mísseis disparados pelo Irã desde o início da guerra no Oriente Médio tem como alvo áreas residenciais em várias regiões do país. A declaração foi feita em entrevista concedida em 14 de março.

Beit Shemesh: nove mortos em 1.º de março

Segundo o oficial, um dos ataques mais graves ocorreu em 1.º de março, quando um míssil balístico caiu no meio de um bairro de Beit Shemesh, no centro de Israel. A explosão destruiu casas, provocou o colapso de edificações e resultou na morte de nove civis, além de dezenas de feridos. Equipes de resgate, lideradas pelo próprio coronel, trabalharam por horas para localizar vítimas e remover escombros.

Ataques recorrentes a civis

De acordo com M., “o Irã tem o poder de lançar os mísseis para o lugar que quiser” e tem escolhido bairros, cidades e vilas israelenses como alvos principais. Dados oficiais indicam ao menos 12 civis mortos em bombardeios iranianos desde o início do conflito.

Relatório aponta bombas de fragmentação

Um documento das Forças de Defesa de Israel (FDI) aponta que parte das ogivas empregadas pelo Irã contém bombas de fragmentação, que se separam em dezenas de submunições e ampliam o risco para a população. O Comando da Frente Interna alerta que esse armamento representa elevado perigo e reforça as orientações de segurança durante sirenes de ataque.

Reservistas na linha de frente

O coronel destacou que grande parcela dos efetivos de defesa interna é composta por reservistas que deixaram suas ocupações civis para atuar no conflito. “Estamos prontos para permanecer o tempo que for necessário para cumprir nossa missão e defender o Estado”, disse.

Ameaça regional

Para o oficial, a ofensiva iraniana afeta não só Israel. Ele mencionou lançamentos de mísseis contra Chipre, Turquia e países do Golfo, além de interceptações realizadas por forças da Otan. “O Irã é uma ameaça para todo o Oriente Médio e para o mundo”, afirmou.

Defesa civil permanente

M. descreveu o sistema israelense de preparação civil, construído ao longo de décadas. Treinamentos regulares, abrigos e comunicação direta com a população fazem parte do plano. “As crianças aprendem desde cedo o que fazer quando toca o alarme”, explicou.

Objetivos da guerra

Questionado sobre as metas do conflito, o coronel disse que há interesses comuns entre Israel e Estados Unidos e que as operações continuarão “até completar todos os objetivos”. Sobre o Hezbollah, classificou o grupo como ameaça tanto para Israel quanto para o próprio Líbano.

Com informações de Gazeta do Povo