O presidente da Nigéria, Bola Ahmed Tinubu, anunciou na noite de segunda-feira (8) a libertação de 100 estudantes que haviam sido sequestrados em 21 de novembro na St. Mary’s Catholic Primary and Secondary School, localizada no estado de Níger, região centro-oeste do país.
Em comunicado divulgado por seu porta-voz, Bayo Onanuga, Tinubu elogiou o trabalho das agências de segurança e reforçou a orientação de que todos os nigerianos mantidos em cativeiro devem ser resgatados. “Devemos prestar contas de todas as vítimas”, afirmou o presidente, acrescentando que as forças de ordem precisam impedir novos sequestros.
A Associação Cristã da Nigéria (CAN) confirmou à Agência EFE a libertação dos estudantes. Segundo o governo, os alunos já foram reunidos às suas famílias.
Sequestro em massa
Na ação de 21 de novembro, homens armados levaram 303 estudantes e 12 funcionários da escola. Cerca de 50 crianças conseguiram escapar nos dois dias seguintes. Apesar do resgate anunciado, 153 menores e todo o corpo docente continuam sob poder dos sequestradores.
Medidas de segurança
Após o ataque, o governo federal determinou o fechamento temporário de 41 escolas nos estados de Níger, Kebbi, Plateau e Benue, áreas com frequência de raptos e violência armada.
Relatório do Unicef, publicado em abril de 2024, aponta que apenas 37% das escolas de dez estados afetados por conflitos na Nigéria possuem sistemas de alerta precoce contra ameaças.
Contexto de violência
Estados do centro e do noroeste nigerianos sofrem ataques recorrentes de quadrilhas armadas classificadas ocasionalmente pelo governo como terroristas. No nordeste, atuam o grupo Boko Haram (desde 2009) e sua dissidência Estado Islâmico na Província da África Ocidental (ISWAP), surgida em 2016. Em 2014, o Boko Haram sequestrou 276 meninas em uma escola de Chibok; ao menos 91 continuam desaparecidas, segundo a ONU.
Com informações de Gazeta do Povo