O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, que o recém-nomeado líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, é um “fantoche” da Guarda Revolucionária e pode ser alvo de futuras ações militares israelenses.
“Eu não daria uma apólice de seguro de vida a nenhum dos líderes dessa organização terrorista”, declarou Netanyahu durante coletiva de imprensa, em referência à nova chefia em Teerã. O premiê sugeriu que a vida das principais figuras do regime está em risco caso o programa nuclear iraniano avance.
Netanyahu ressaltou que o Irã “não é mais o mesmo” após ataques conjuntos de Israel e Estados Unidos. Segundo ele, a ofensiva de 28 de fevereiro atingiu instalações estratégicas, unidades da Guarda Revolucionária e integrantes ligados ao desenvolvimento nuclear, entre eles cientistas considerados essenciais para o projeto atômico do país.
O chefe de governo israelense reforçou que Mojtaba Khamenei, escolhido no fim de semana para substituir seu pai, Ali Khamenei — morto no início do conflito em bombardeios conduzidos por Israel e EUA —, “não pode mostrar o rosto em público” devido à pressão interna e externa.
Na mesma declaração, Netanyahu prometeu manter operações contra o Hezbollah, grupo libanês apoiado por Teerã, responsável por diversos ataques ao norte de Israel desde o início da atual guerra.
O premiê acrescentou que as ações militares podem criar condições para mudanças políticas no Irã, mas enfatizou que a derrubada do regime depende “única e exclusivamente do povo iraniano”.
Com informações de Gazeta do Povo