O bilionário Elon Musk afirmou que a ação de busca e apreensão realizada nesta terça-feira (4) no escritório do X em Paris foi motivada por “interesses políticos” e configurou um “ato judicial abusivo”.
Musk, proprietário da rede social, foi convocado pelo Ministério Público de Paris a prestar depoimento em 20 de abril. A diretora-executiva da plataforma, Linda Yaccarino, e outros funcionários também foram intimados a comparecer entre 20 e 24 de abril.
Em mensagem publicada em suas redes sociais, o empresário reproduziu nota na qual sustenta que a investigação se baseia em alegações de manipulação de algoritmos e extração ilegal de dados. Segundo ele, a ampla divulgação midiática confirma “objetivos políticos ilegítimos” e não a aplicação imparcial da lei.
Musk declarou ainda que o procedimento tenta pressionar a direção do X nos Estados Unidos por meio da subsidiária francesa. A plataforma, completou, “rejeita categoricamente ter cometido qualquer infração”, considera que a investigação afronta a legislação francesa e a liberdade de expressão, e pretende defender “seus direitos fundamentais e os de seus usuários”.
Origem das denúncias
O processo criminal teve início após duas queixas apresentadas em 12 de janeiro e 9 de julho de 2025, posteriormente ampliadas por novas acusações envolvendo o Grok, sistema de inteligência artificial do X, apontado por propagar conteúdos negacionistas e deepfakes de caráter sexual.
Entre os possíveis crimes sob análise estão complicidade na posse de imagens de menores com conteúdo pedopornográfico, produção de deepfakes sexuais, “extração fraudulenta de dados de um sistema de tratamento automatizado”, em organização criminosa, e manipulação de algoritmos.
Até o momento, Musk não confirmou se comparecerá ao interrogatório marcado para abril.
Com informações de Gazeta do Povo