O empresário Elon Musk, proprietário da rede social X e CEO da Tesla e da SpaceX, declarou neste domingo, 8 de fevereiro, que está disposto a arcar com os custos jurídicos de vítimas do financista Jeffrey Epstein caso sejam processadas por revelar publicamente os nomes de seus agressores.
A promessa foi publicada na própria plataforma X em resposta a um comentário do comentarista político Matt Walsh. Walsh criticou a ausência de nomes divulgados pelas sobreviventes, embora elas afirmem conhecer os envolvidos. “Pagarei a defesa de qualquer pessoa que diga a verdade sobre isso e seja processada por fazê-lo”, escreveu Musk.
Walsh citava um post do jornalista Jim Acosta sobre um anúncio veiculado durante o Super Bowl. No vídeo, sobreviventes do esquema de tráfico sexual de Epstein afirmam que não seguirão em frente sem a divulgação completa dos arquivos do caso.
Documentos sob análise no Congresso
O debate ocorre após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberar, no fim de janeiro, milhões de páginas de documentos relacionados ao processo. O material começou a ser examinado nesta semana por parlamentares no Congresso norte-americano.
Histórico do caso Epstein
Epstein declarou-se culpado em 2008, na Flórida, por crimes de exploração sexual de menores. Em 2019, morreu em uma prisão de Nova York enquanto aguardava julgamento federal por tráfico sexual; autoridades classificaram a morte como suicídio.
As investigações apontam que o financista mantinha contato com diversas figuras públicas. As trocas de mensagens nos arquivos incluem nomes como o do próprio Elon Musk, do então presidente Donald Trump, do ex-presidente Bill Clinton e do secretário de Comércio Howard Lutnick. Musk nega ter visitado a ilha particular de Epstein ou participado de qualquer atividade ilegal vinculada ao financista.
Com informações de Gazeta do Povo