Uma operação do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em Minnesota terminou com a morte de uma mulher de 37 anos na quarta-feira, 7 de janeiro de 2026, e desencadeou uma troca de acusações entre integrantes do governo Donald Trump e autoridades democratas.
A secretária adjunta do Departamento de Segurança Interna (DHS), Tricia McLaughlin, declarou que a vítima usou o carro como arma e tentou atropelar agentes, classificando o ato como “terrorismo doméstico”. Segundo ela, um agente atirou em legítima defesa; o servidor ficou ferido, mas deve se recuperar totalmente.
Em publicação na rede Truth Social, o presidente Donald Trump afirmou que as imagens do incidente indicam agressão contra o agente. “A mulher estava desordeira, obstruindo e resistindo. Depois, de forma violenta, intencional e cruel, atropelou o agente do ICE”, escreveu o republicano, acrescentando que o caso está sob investigação completa.
Democratas contestam versão oficial
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey (Partido Democrata), rejeitou a narrativa de legítima defesa. “Eles já estão tentando distorcer esse caso. Eu vi o vídeo e quero dizer diretamente: é mentira”, afirmou em entrevista coletiva. Frey acusou as autoridades federais de “semearem caos” e “destruírem famílias”.
O chefe de polícia da cidade, Brian O’Hara, informou que a mulher era cidadã norte-americana e não figurava como alvo da operação migratória.
Maior ofensiva de 2026
O DHS prendeu mais de mil imigrantes na ação, entre eles pessoas do Equador, México, El Salvador, Laos, Vietnã e Libéria. Destas, mais de 150 detenções ocorreram na segunda-feira (5), o que, segundo o departamento, torna a iniciativa a maior operação de imigração do ano.
O órgão destacou a captura do equatoriano Tomás Espín Tapia, procurado por homicídio em seu país e acusado de crimes sexuais. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, acompanhou pessoalmente parte das prisões e alegou que os agentes do ICE sofrem ataques “diariamente”.
As detenções aconteceram em meio a uma investigação federal sobre suposta fraude em programas de assistência infantil ligados à comunidade somali no estado.
A investigação sobre a morte da motorista continua sob responsabilidade das autoridades federais e locais.
Com informações de Gazeta do Povo