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Ministra de Kast sofre agressões em universidade chilena e governo promete ação judicial

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A ministra de Ciências do Chile, Ximena Lincolao, foi agredida por um grupo de estudantes de esquerda na Universidade Austral do Chile, em Valdivia, na noite de terça-feira (9 de abril de 2026), enquanto participava da cerimônia de abertura do ano acadêmico.

Testemunhas relataram que a ministra foi insultada, empurrada e atingida por água ao deixar o campus. Escoltada por seguranças, Lincolao precisou se retirar rapidamente. Imagens da confusão circularam nas redes sociais poucas horas depois.

Reação do governo

Em publicação na rede social X, o presidente José Antonio Kast classificou o episódio como ato de um “grupo ideologizado” que, segundo ele, tenta “silenciar e amedrontar” vozes divergentes. Kast afirmou que o comportamento não tem “explicação nem justificativa” e que os envolvidos serão responsabilizados.

O ministro do Interior, Claudio Alvarado, anunciou que o governo ingressará com ação criminal por atentado contra autoridade e solicitará à universidade a identificação de todos os participantes da agressão.

Desdobramentos e repúdio

Após o incidente, Ximena Lincolao declarou que continuará visitando instituições de ensino em todo o país. A prefeita de Valdivia, Carla Amtmann (Revolução Democrática), também criticou o ataque, afirmando que “a violência nunca pode ser o caminho”.

Kast informou que receberá a ministra nesta quarta-feira no Palácio de La Moneda para expressar apoio. Ele reiterou que “ninguém ficará impune”.

Contexto legislativo

A agressão ocorreu um dia depois de o governo apresentar um projeto de lei contra a violência nas escolas, que prevê penas mais duras para crimes em ambiente educacional, autorização para revista de mochilas e restrições ao uso de itens que cubram o rosto. Kast declarou que a medida integra um esforço maior para “recuperar a ordem e a liberdade” diante do crescimento de episódios violentos ligados à educação.

Lincolao deixou Valdivia sem ferimentos graves, e as autoridades aguardam a identificação dos agressores para dar seguimento às medidas judiciais.

Com informações de Gazeta do Povo