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Milei afirma que Conselho da Paz idealizado por Trump defenderá valores judaico-cristãos

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O presidente da Argentina, Javier Milei, declarou nesta quarta-feira, 28 de janeiro, que o Conselho da Paz lançado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi criado para “defender e impulsionar os valores judaico-cristãos” e unir nações comprometidas com a liberdade contra “forças da tirania”. A fala ocorreu em Buenos Aires, durante ato alusivo ao Dia Internacional em Memória do Holocausto.

Segundo Milei, o novo organismo internacional representa “um passo central” na construção de uma articulação global voltada à promoção da paz. “Hoje o mundo começou a recuperar o equilíbrio, com o apoio fundamental do presidente Trump e dos Estados Unidos”, afirmou.

O líder argentino ressaltou que o Conselho surge para enfrentar “uma loucura que já alcança magnitude preocupante”. Para ele, a maneira mais eficaz de combater regimes autoritários é uma ação coordenada entre países que compartilham valores ocidentais. Milei também alertou para um “processo de enfraquecimento institucional” no Ocidente, alegando que parte das instituições estaria “capturada por ideólogos de esquerda”.

Composição e objetivos do Conselho

Instituído por Trump para mediar conflitos internacionais — começando pela guerra entre Israel e o Hamas —, o Conselho da Paz divulgou nesta semana, na rede X, a lista de 26 países fundadores. De acordo com a Casa Branca, ao menos 35 chefes de Estado e de Governo já aceitaram integrar o fórum.

O governo norte-americano informou que o órgão supervisionará a aplicação de um plano de 20 pontos apresentado por Trump para encerrar o conflito em Gaza. A proposta, contudo, enfrenta resistência de grandes potências e da maioria dos países europeus, que temem enfraquecimento do papel da Organização das Nações Unidas (ONU).

Entre os membros fundadores estão Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Jordânia e Turquia; países da Ásia Central e do Sudeste Asiático, como Cazaquistão, Uzbequistão, Indonésia e Vietnã; além de Argentina, El Salvador e Paraguai, na América Latina, e Egito e Marrocos, no norte da África.

As próximas etapas do Conselho incluem a instalação de grupos de trabalho para acompanhamento do plano para Gaza e a definição de um calendário de reuniões com representantes dos países signatários.

Com informações de Gazeta do Povo