Moscou, 15 set. 2025 – O ex-presidente da Rússia e atual vice-presidente do Conselho de Segurança, Dmitry Medvedev, declarou que o Kremlin irá “perseguir” qualquer país europeu que aproveite ativos russos congelados para financiar a defesa da Ucrânia.
Em mensagem publicada em um aplicativo de comunicação e reproduzida pela agência Reuters nesta segunda-feira (15), Medvedev afirmou que Moscou responsabilizará “os Estados da União Europeia, os burocratas degenerados de Bruxelas e cada país individualmente” que tentar apropriar-se dos bens. “Nós iremos atrás deles até o fim do século”, escreveu.
Segundo o dirigente, a Rússia moverá processos “de todas as maneiras possíveis” em “tribunais internacionais e nacionais”, além de agir “fora dos tribunais”, sem detalhar de que forma.
UE discute uso de recursos para a Ucrânia
O jornal Politico informou que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, estuda empregar valores congelados de propriedade da Rússia para custear a ajuda militar a Kiev. O governo russo tem classificado qualquer medida desse tipo como “roubo”.
Ameaças anteriores
No início de setembro, Medvedev advertiu que Moscou poderia anexar mais territórios ucranianos e confiscar bens britânicos ao redor do mundo, depois de Londres ter destinado cerca de US$ 1,3 bilhão em armamentos à Ucrânia usando recursos russos bloqueados.
Escalada de tensão na Otan
Nos últimos dias, a relação entre o Kremlin e países da Otan se deteriorou após a Polônia denunciar a violação de seu espaço aéreo por drones russos. No fim de semana, a Romênia, também membro da Aliança Atlântica, relatou incidentes semelhantes em seu território.
Pressão dos Estados Unidos
No sábado (13), o presidente norte-americano Donald Trump enviou carta aos aliados da Otan exigindo o fim das compras de petróleo russo. O republicano advertiu que não adotará novas sanções contra Moscou enquanto houver países da aliança adquirindo combustível da Rússia.
As declarações de Medvedev agravam o impasse entre Moscou e capitais europeias sobre o destino dos ativos russos congelados desde o início da guerra na Ucrânia.
Com informações de Gazeta do Povo