CARACAS – A líder opositora venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz, María Corina Machado, anunciou que regressará à Venezuela “em poucas semanas” com o objetivo de comandar um processo de transição democrática “ordenado, sustentável e irreversível”. A declaração foi feita neste domingo (1º) em vídeo divulgado nas redes sociais enquanto a política permanece nos Estados Unidos.
Segundo Machado, a principal missão ao voltar ao país será costurar um “grande acordo nacional” capaz de restabelecer a governabilidade e preparar “uma nova e gigantesca vitória eleitoral”. Ela afirmou que seu retorno reflete o anseio de “centenas de milhares de venezuelanos” que vivem no exterior.
Críticas ao governo e apelo à unidade
No comunicado, a opositora criticou o atual governo venezuelano, acusando integrantes do regime de perseguições, torturas, desaparecimentos, assassinatos e expropriações ao longo dos últimos anos. Para Machado, apenas a união das forças políticas e a participação ampla da sociedade permitirão concretizar a transição.
Agenda nos Estados Unidos
Durante a permanência em território norte-americano, Machado reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o secretário de Estado e com parlamentares do Congresso, a quem apresentou sua visão para uma Venezuela democrática e estável.
Da Noruega aos EUA
A opositora deixou a Venezuela em dezembro do ano passado após receber ameaças de prisão. A primeira parada foi em Oslo, onde recebeu o Nobel da Paz; em seguida, viajou aos Estados Unidos, de onde agora organiza o retorno.
Cenário político alterado
A volta anunciada ocorre em meio à forte mobilização gerada pela captura do então presidente Nicolás Maduro pelas autoridades norte-americanas, em janeiro, fato que redefiniu o tabuleiro político venezuelano e elevou a expectativa da oposição por mudanças estruturais.
Machado sustentou que sua presença no país servirá para “consolidar um processo que respeite a vontade popular e abra caminho a eleições livres”, recolocando a crise venezuelana no centro das discussões internacionais.
Com informações de Gazeta do Povo