Caracas, 13.out.2025 – A líder opositora venezuelana María Corina Machado declarou que somente deixará seu esconderijo e viajará até Oslo, na Noruega, para receber o Prêmio Nobel da Paz depois que o presidente Nicolás Maduro for afastado do poder.
Em entrevista publicada nesta segunda-feira (13) pelo jornal norueguês Dagens Naeringsliv e repercutida pela agência NTB, Machado afirmou enfrentar ameaças diretas de morte e, por isso, não pode abandonar o país enquanto o governo chavista continuar no comando. “A Venezuela precisa ser livre”, afirmou.
Ameaças e vigilância constante
A opositora contou que vive sob vigilância permanente e que se mantém motivada pelo respaldo popular. “Aprendi a viver um dia de cada vez, e o povo venezuelano está fazendo tudo ao seu alcance pelo próprio futuro”, declarou.
Nobel da Paz anunciado na sexta-feira
O Comitê Nobel norueguês anunciou na sexta-feira (10) a escolha de María Corina Machado em reconhecimento à sua “luta incansável pelos direitos democráticos dos venezuelanos” e por buscar uma transição pacífica da atual ditadura para a democracia.
No domingo (12), a opositora divulgou novo pronunciamento, avaliando que o prêmio representa um “golpe simbólico” ao regime de Maduro. Segundo ela, o governo chavista “está absolutamente isolado e tem os dias contados”.
Denúncia de fraude eleitoral
Desde o ano passado, Machado questiona o resultado da eleição presidencial de 28 de julho. De acordo com a oposição, o candidato da Plataforma Unitaria Democrática, Edmundo González Urrutia — hoje exilado na Espanha — venceu o pleito. O Conselho Nacional Eleitoral, controlado por aliados de Maduro, proclamou a reeleição do líder chavista, o que gerou protestos internos e críticas internacionais.
María Corina Machado é considerada a principal voz da oposição democrática venezuelana e torna-se a primeira cidadã do país a receber o Nobel da Paz.
Com informações de Gazeta do Povo