Caracas, 7 jan. 2026 – A líder opositora María Corina Machado afirmou, em entrevista à rede americana CBS nesta terça-feira (6), que está pronta para assumir a condução política da Venezuela depois da captura do ditador Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos, ocorrida no sábado (3).
“O povo da Venezuela já escolheu”, declarou Machado ao jornalista Tony Dokoupil. Segundo ela, seu movimento detém “o mandato popular” necessário para liderar o país em uma nova etapa de transição política. “Estamos prontos e dispostos a servir nosso povo, como fomos eleitos”, completou.
Machado aproveitou a entrevista para agradecer ao presidente norte-americano, Donald Trump, pela operação que resultou na detenção de Maduro. Ela classificou a ação como “um passo enorme” rumo à recuperação da prosperidade, do Estado de Direito e da democracia venezuelana.
Questionada sobre declarações anteriores de Trump que colocavam em dúvida sua capacidade de governar, a líder opositora evitou confronto direto. “Minha prioridade agora é reconhecer o impacto da remoção de Maduro e avançar na transição”, afirmou.
Na mesma conversa, Machado atacou a vice-presidente Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente o Executivo após a prisão de Maduro. A oposicionista chamou Rodríguez de “uma das principais arquitetas do regime chavista”, acusando-a de envolvimento em corrupção, repressão, centros de tortura e de manter vínculos estreitos com Rússia e Irã. “Ninguém confia nela. Ninguém”, disse, ao negar legitimidade a uma transição conduzida pela dirigente chavista.
A entrevista foi concedida em Oslo, onde Machado conseguiu chegar após enfrentar dificuldades de deslocamento, segundo relatou. Ela não detalhou os obstáculos, mas ressaltou que a meta é “garantir uma transição pacífica e rápida” na Venezuela.
Com informações de Gazeta do Povo