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Maduro se diz inocente e reafirma presidência da Venezuela em tribunal de Nova York

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Nova York – O ex-chefe de governo venezuelano Nicolás Maduro declarou-se inocente nesta segunda-feira (5) na primeira audiência do processo criminal que responde nos Estados Unidos. Detido no sábado (3) durante operação militar norte-americana na Venezuela, ele compareceu ao Tribunal Federal Daniel Patrick Moynihan, em Manhattan, ao lado da esposa, Cilia Flores, também presa e ré no mesmo caso.

Algemado nos tornozelos, Maduro confirmou sua identidade em espanhol e disse “ainda ser presidente” da Venezuela. Questionado pelo juiz Alvin Hellerstein, reafirmou não ser culpado: “Sou um homem decente. Sou inocente”. Flores, identificando-se como “primeira-dama”, também rejeitou todas as acusações.

Defesa e permanência na prisão

Os advogados Barry Pollack, que defende Maduro, e Mark Donnelly, representante de Flores, informaram que, por ora, não pedirão liberdade sob fiança; o casal permanecerá detido. Pollack alegou que, por se tratar de um “chefe de Estado”, Maduro teria direito a “privilégios e imunidades” e mencionou problemas de saúde que exigem cuidados médicos. Donnelly afirmou que Flores sofreu ferimentos durante a captura e precisa de avaliação física.

Ambos solicitaram visita de representantes do consulado venezuelano em Nova York, pedido reconhecido pelo magistrado. A próxima audiência foi marcada para 17 de março.

Acusações

O Departamento de Justiça atribui a Maduro:

  • conspiração para narcoterrorismo;
  • conspiração para importação de cocaína;
  • posse de metralhadoras e artefatos explosivos;
  • conspiração para posse de metralhadoras e artefatos explosivos.

Flores responde por:

  • conspiração para importação de cocaína;
  • posse de metralhadoras e artefatos explosivos;
  • conspiração para posse de metralhadoras e artefatos explosivos.

Manifestações do lado de fora

Durante a sessão, grupos se reuniram diante do tribunal. Parte comemorava a prisão e pedia libertação de presos políticos na Venezuela, enquanto outros defendiam a soltura do ex-mandatário.

Com informações de Gazeta do Povo