Caracas – O governo de Nicolás Maduro autorizou novamente a entrada no espaço aéreo venezuelano de voos de repatriação de migrantes provenientes dos Estados Unidos, operados pela companhia americana Eastern Airlines. A decisão, divulgada nesta terça-feira (2) pelo Ministério dos Transportes da Venezuela, atende a um pedido da administração do ex-presidente Donald Trump.
Segundo a nota oficial, a permissão vale para a rota entre Phoenix, no Arizona, e o Aeroporto Internacional de Maiquetía, que atende Caracas. Os voos – realizados regularmente às quartas-feiras e sextas-feiras desde janeiro, quando Washington e Caracas chegaram a um acordo para devolver venezuelanos – estavam suspensos desde sábado (30), após alerta de Trump de que o espaço aéreo venezuelano deveria ser considerado “totalmente fechado”.
Na ocasião, o regime chavista repudiou a declaração e afirmou que “nenhuma autoridade alheia à institucionalidade venezuelana tem competência para interferir, bloquear ou condicionar o uso do espaço aéreo nacional”.
A troca de comunicados ocorre em meio a relações cada vez mais tensas. O envio de tropas dos Estados Unidos ao Caribe – classificado pela Casa Branca como parte da estratégia antidrogas – é visto por Caracas como ameaça militar e tentativa de mudança de regime.
A escalada também levou a Administração Federal de Aviação (FAA) dos EUA, em 21 de novembro, a recomendar “extrema cautela” a aeronaves que sobrevoem a Venezuela ou o sul do Caribe, alerta que provocou uma série de cancelamentos de voos internacionais. Em resposta, Caracas revogou as licenças de operação de sete companhias aéreas estrangeiras, entre elas a brasileira Gol.
Com a nova autorização, a Eastern Airlines volta a realizar as viagens de repatriação nos dias originalmente acordados.
Com informações de Gazeta do Povo