Caracas, 17 set. 2025 – O governo da Venezuela iniciou nesta quarta-feira (17) o exercício militar Caribe Soberano 200 na ilha de La Orchila, a aproximadamente 180 quilômetros de Caracas. A operação reúne mais de 2,5 mil soldados, 12 navios de guerra, 22 aeronaves e cerca de 20 embarcações menores, informou o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino López.
Ordenadas pelo presidente Nicolás Maduro, as manobras duram três dias e, segundo Padrino, respondem ao que Caracas classifica como “ameaça” representada pela presença naval dos Estados Unidos no Caribe. “Precisamos duplicar os esforços e elevar nosso preparo operacional para um possível cenário de conflito armado no mar”, declarou o ministro em rede nacional.
Forças empregadas
O treinamento inclui operações aéreas, marítimas e terrestres, uso de drones, submarinos e sistemas de vigilância. Participam ainda forças especiais, unidades de inteligência, setor aeroespacial e equipes de defesa aérea embarcada. Patrulhas conjuntas em mar e terra complementam o cronograma.
Padrino afirmou que civis – especialmente pescadores – foram convocados para integrar as simulações, com o objetivo de “unir militares e população” diante da suposta possibilidade de intervenção externa. Durante as atividades, a Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) planeja coletar, analisar e compartilhar informações de inteligência, além de executar ações de guerra eletrônica, como bloqueio e neutralização de comunicações.
Treinamentos frequentes
No domingo (14), o ministro já havia anunciado que, a partir desta semana, a Venezuela promoverá sessões de treinamento todos os sábados, envolvendo militares regulares e integrantes da milícia bolivariana. A medida, destacou ele, reforça a estratégia do governo de preparar o país para eventuais hostilidades.
As autoridades venezuelanas mantêm o discurso de que Washington busca promover uma mudança de regime em Caracas, argumento repetido para justificar o aumento do aparato militar na região.
Com informações de Gazeta do Povo