NOVA YORK — Preso em operação militar dos Estados Unidos desde 3 de janeiro, o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro divulgou neste domingo (5) uma mensagem de Páscoa na qual relaciona sua situação à trajetória de Jesus Cristo. “Primeiro vem a cruz, depois a vida nova”, afirmou o líder chavista em texto publicado por assessores nas redes sociais.
No pronunciamento – o segundo desde a detenção –, Maduro e a esposa, Cilia Flores, também encarcerada, dirigiram-se ao “povo da Venezuela” e “aos povos do mundo” para recomendar “amor, paz e esperança”. Segundo o ex-governante, “não há ressurreição sem paixão” e a data seria um convite à “unidade, ao diálogo e à reconciliação”.
Contexto da prisão
Maduro chefiou a Venezuela de 2013 a 2026 e foi capturado para responder, na Justiça federal de Nova York, a acusações de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína, posse de metralhadoras e explosivos, entre outras. A primeira audiência ocorreu em 5 de janeiro; a segunda, em 26 de março, quando o juiz Alvin Hellerstein rejeitou pedido de arquivamento apresentado pela defesa.
Advogados de Maduro e Flores alegam não dispor de recursos, já que as sanções norte-americanas impedem o governo venezuelano – comandado interinamente por Delcy Rodríguez – de pagar os honorários. Embora tenha mantido o processo, Hellerstein indicou que pode decidir em breve se autoriza Washington a liberar fundos para custear a defesa.
Primeira manifestação
Antes da mensagem de Páscoa, o casal havia se pronunciado em 28 de março, pedindo “paz e unidade nacional” e prometendo enfrentar as acusações “com firmeza e serenidade”.
Maduro sustentou neste domingo que a Páscoa simboliza a vitória da “verdade sobre a mentira” e do “amor sobre o ódio”, encerrando a nota com votos de bênçãos para a Venezuela e demais nações.
Com informações de Gazeta do Povo