Caracas (02/12/2025) – O presidente venezuelano Nicolás Maduro anunciou nesta terça-feira, em evento político na capital, a criação de um “gabinete especial” composto por 12 figuras de confiança do chavismo. O grupo, segundo o mandatário, assumirá “o mais alto nível das forças políticas, sociais e da revolução bolivariana” em meio ao aumento da pressão militar dos Estados Unidos no Caribe.
O novo colegiado será liderado por Diosdado Cabello, atual ministro do Interior e dirigente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). Cabello, considerado o principal aliado de Maduro, ficará responsável pela coordenação geral do comitê.
Principais nomeações
Entre os demais integrantes, destacam-se:
• Jorge Rodríguez – Presidente da Assembleia Nacional, designado secretário-geral adjunto;
• Héctor Rodríguez – Ministro da Educação, nomeado secretário de Movimentos Sociais, Poder Popular e Polo Patriótico;
• Nahum Fernández – Chefe de governo do Distrito Capital, escolhido para a Secretaria Especial de Mobilização de Rua;
• Pedro Infante – Primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, à frente da Secretaria de Assuntos Parlamentares;
• Cilia Flores – Primeira-dama, responsável pela Secretaria de Estratégia;
• Delcy Rodríguez – Vice-presidente da República, designada secretária de Produção e Finanças.
Discurso contra pressões externas
Ao oficializar o gabinete, Maduro voltou a conclamar a população para defender seu governo. “O poder da Venezuela se baseia no povo, em seus fuzis e em sua decisão de construir a pátria”, disse.
Segundo o presidente, a formação do comitê ocorre num momento em que Washington, sob a gestão de Donald Trump, amplia a presença militar na região e endurece a postura contra Caracas. Reportagem divulgada pela agência Reuters nesta segunda-feira indicou que Trump rejeitou recentes demandas feitas por Maduro durante conversa telefônica e teria estipulado prazo para que o líder venezuelano deixasse o país, condição que não foi atendida.
Maduro tem promovido sucessivas marchas nas ruas de Caracas para demonstrar apoio popular ao regime, enquanto endurece o discurso contra a pressão internacional.
Com informações de Gazeta do Povo