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Maduro aponta operação militar dos EUA no Caribe como “ameaça internacional” e pede união na Venezuela

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Caracas – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, qualificou nesta terça-feira (16) como “problema de caráter internacional” a mobilização de forças norte-americanas no mar do Caribe, ação que, segundo ele, representa uma “ameaça de guerra” contra o país.

Durante a instalação do Conselho Nacional pela Soberania e a Paz, em Caracas, Maduro afirmou que os Estados Unidos buscam promover uma “mudança de regime” na Venezuela para instalar um “governo fantoche” e se apropriar das reservas energéticas venezuelanas. “Este não é um problema nacional; é internacional”, declarou.

O governante também disse que a Venezuela vive um “fervor patriótico” em defesa da paz, da soberania e da autodeterminação. Ele negou a existência de crise política interna, apesar das denúncias de fraude em sua segunda reeleição, proclamada em julho de 2024.

Maduro conclamou “todos os setores” do país a se unirem, “acima de distinções políticas, ideológicas, culturais, raciais ou religiosas”, para conter e “derrotar plenamente” a suposta ameaça norte-americana.

O novo conselho será composto por representantes de diversos segmentos sociais e pela diretoria da Assembleia Nacional, controlada por aliados do governo, com a missão de “defender a soberania” em frentes diplomática, jurídica e política.

Operação naval dos EUA

Washington mobilizou oito navios de guerra e mais de 4,5 mil militares na região do Caribe em uma operação contra o narcotráfico ligado à Venezuela, informou a Casa Branca. Maduro classificou a ação como “imoral” e parte de uma “guerra multiforme” contra seu governo.

Com informações de Gazeta do Povo