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Líder supremo morto e múltiplas frentes de combate: o que se sabe sobre a ofensiva EUA-Israel contra o Irã

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Brasília, 02 de março de 2026. A operação conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra alvos no Irã completou três dias nesta segunda-feira (2) e já resultou na morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do regime, além de outros integrantes da cúpula iraniana.

Como o ataque foi planejado

De acordo com fontes ouvidas pelo The New York Times, a CIA monitorava Khamenei havia meses e identificou que ele e outras autoridades se reuniriam em um complexo no centro de Teerã na madrugada de sábado (29). A informação levou Washington e Jerusalém a anteciparem a Operação “Fúria Épica” para o período da manhã, aumentando a probabilidade de atingir o principal alvo.

Motivos declarados pelos EUA e Israel

O presidente norte-americano, Donald Trump, afirma que o Irã continua enriquecendo urânio para fins militares e financia grupos terroristas na região. Ele condiciona o fim dos bombardeios ao desmantelamento do programa nuclear iraniano e à suspensão desse apoio.

Nova frente no Líbano

O Hezbollah, aliado de Teerã, disparou foguetes contra instalações militares no norte de Israel. Em resposta, as Forças de Defesa israelenses lançaram ataques intensos contra o sul do Líbano e os subúrbios de Beirute, matando Hussein Makled, chefe do quartel-general de inteligência do grupo.

Retaliação iraniana alcança vizinhos

Desde sábado, Teerã lançou dez ondas de mísseis contra Israel, matando dez pessoas. O Irã também atacou Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait e Catar — todos abrigam bases dos EUA — além de atingir instalações britânicas no Chipre e francesas nos Emirados. No Catar, 65 mísseis e 12 drones deixaram oito feridos; no Kuwait, destroços provocaram uma morte. Três aviões americanos caíram no Kuwait por “fogo amigo” kuwaitiano, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom).

Baixas norte-americanas

O Centcom confirmou, nesta segunda-feira, quatro militares mortos desde o início da ofensiva. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto, declarou que as operações “estão na fase inicial” e podem exigir o envio de reforços, prevendo novas baixas.

Reações internacionais

Alemanha, França e Reino Unido ameaçaram adotar medidas para conter a capacidade iraniana de lançar mísseis, mas Berlim descartou participação militar direta. Rússia e Emirados Árabes pediram cessar-fogo imediato durante telefonema entre Vladimir Putin e o xeque Mohamed bin Zayed.

No Brasil, o Itamaraty condenou os bombardeios de EUA e Israel, reiterando que a diplomacia é “o único caminho viável para a paz”.

Futuro das negociações

Trump admitiu à revista The Atlantic que aceitaria dialogar com a “nova liderança iraniana” após a morte de Khamenei. Teerã, porém, rejeitou conversas: Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, afirmou que o regime não negociará com Washington.

Possíveis desdobramentos internos no Irã

Analistas ouvidos pelo Atlantic Council apontam que a morte de Khamenei fragiliza o regime e pode acelerar uma mudança de governo. Ao ampliar seus alvos a países do Golfo, o Irã também teria elevado o risco de uma guerra regional mais ampla.

Duração estimada do conflito

Trump disse ao The New York Times que os combates em Teerã podem durar “quatro a cinco semanas”. Já o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, qualificou a Operação Fúria Épica como “letal, complexa e precisa”, garantindo que não será um conflito “sem fim”.

As hostilidades continuam sem sinal claro de trégua, enquanto tropas americanas e israelenses mantêm bombardeios e o Irã responde com mísseis e drones contra alvos regionais.

Com informações de Gazeta do Povo