Buenos Aires — O presidente do Chile, José Antonio Kast, declarou nesta segunda-feira (6), na capital argentina, que a saída de Nicolás Maduro do poder criará condições para que Santiago volte a ter representação oficial em Caracas. A afirmação foi feita durante coletiva de imprensa concedida após encontro com o presidente argentino, Javier Milei, na primeira viagem internacional de Kast desde que assumiu o cargo.
“A saída do narcoditador Maduro, atualmente processado nos Estados Unidos, permitirá que diversos países restabeleçam relações consulares e, mais adiante, diplomáticas estáveis com a Venezuela, que hoje impede inclusive o retorno de seus próprios cidadãos”, afirmou o líder chileno.
Kast acrescentou que seu governo iniciará “nas próximas semanas” a expulsão de estrangeiros em situação irregular e mostrou confiança de que muitos deixarão o Chile de forma voluntária. Segundo ele, a normalização política na Venezuela deve contribuir para reduzir o fluxo de migração ilegal na região.
O presidente explicou que a estratégia de retorno de imigrantes — prioridade até agora nos casos de Peru, Equador e Colômbia, onde existem rotas terrestres — também incluirá a Venezuela assim que forem retomados os serviços consulares. “Esperamos inclusive reestabelecer os voos entre Chile e Venezuela”, disse.
Ao explicar as próximas etapas, Kast destacou que seu governo “não quer criar agitação social”, mas pretende “combater as incivilidades em todo o país e qualquer ação fora da legalidade, incluindo a imigração irregular”. A orientação oficial é que estrangeiros sem documentação válida deixem o território chileno e iniciem um novo processo de residência a partir de seus países de origem.
Com a promessa de endurecer o controle de fronteiras, o chefe de Estado chileno encerrou a conferência frisando que eventuais reaproximações diplomáticas dependerão diretamente do fim do governo Maduro e da instalação de uma administração reconhecida internacionalmente em Caracas.
Com informações de Gazeta do Povo