Santiago, 23 out. 2025 – O presidenciável chileno José Antonio Kast, líder do Partido Republicano, declarou que colocará em prática uma ampla operação de repatriação de imigrantes em situação ilegal caso saia vitorioso no pleito de 16 de novembro.
Em entrevista coletiva na capital, o ex-deputado afirmou que mais de 330 mil estrangeiros residem irregularmente no país e terão 133 dias — prazo para a posse do próximo governo — para deixar o Chile de forma voluntária. “Se não o fizerem, iremos atrás deles, e haverá punições”, afirmou.
Plano “Escudo Fronterizo”
O projeto de governo, batizado de Escudo Fronterizo, prevê:
- Uso de aeronaves para facilitar o retorno voluntário;
- Possibilidade de os próprios imigrantes colaborarem com o custo das passagens;
- Criação de centros de abrigo para quem não puder ser deportado por falta de cooperação do país de origem;
- Endurecimento dos controles nas fronteiras terrestres, marítimas e aéreas.
Kast argumentou que medidas rígidas geram “efeito saída” e citou os Estados Unidos como exemplo, mencionando que a detenção de 500 mil pessoas teria levado 1,5 milhão a deixar o território norte-americano voluntariamente.
Contexto eleitoral
Candidato pela terceira vez — ele perdeu para Gabriel Boric em 2021 —, Kast tem sustentado a campanha em temas ligados à segurança pública. Pesquisas apontam que nenhum concorrente deve alcançar maioria absoluta no primeiro turno; o republicano figura entre os favoritos para disputar o segundo turno em 14 de dezembro, ao lado da ex-ministra do Trabalho Jeannette Jara, do Partido Comunista.
Panorama da imigração no Chile
Dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) indicam que 1,6 milhão de estrangeiros vivem no país, o equivalente a 8% da população. Venezuelanos, peruanos e colombianos formam os três maiores grupos. O número de imigrantes dobrou desde 2017.
Com informações de Gazeta do Povo