A juíza Hannah Dugan, da Corte do Condado de Milwaukee, Wisconsin, foi considerada culpada por obstruir a ação de agentes federais de imigração durante audiência realizada em abril deste ano. O veredicto foi anunciado na quinta-feira (18) por um júri federal.
Segundo a acusação, Dugan soube que integrantes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE) aguardavam do lado de fora da sala para deter o mexicano Eduardo Flores-Ruiz, 31 anos, que estava em situação migratória irregular. De acordo com os autos, a magistrada orientou os agentes a se dirigirem ao gabinete do juiz chefe e, em seguida, conduziu o réu por um corredor interno até uma saída privativa, permitindo sua fuga do edifício.
O júri absolveu a magistrada da acusação de ocultação, mas a declarou culpada por obstruir procedimentos federais — crime que pode resultar em até seis anos de prisão. A data da sentença ainda não foi marcada.
O advogado da juíza, Steve Biskupic, afirmou estar desapontado com o resultado e declarou não entender como o corpo de jurados diferenciou os dois delitos, que, segundo ele, teriam elementos similares. Já o promotor Brad Schimel defendeu a atuação do ICE dentro de tribunais, classificando essas prisões como seguras e legítimas, e descartou motivação política no processo.
O julgamento começou em 15 de dezembro e se estendeu por quatro dias. Durante o procedimento, a promotoria sustentou que Dugan agiu deliberadamente para impedir a prisão de Flores-Ruiz, enquanto a defesa argumentou que a magistrada apenas seguiu procedimentos internos do tribunal.
Com informações de Gazeta do Povo