Cidade do México — Cerca de 17 mil jovens e adultos protestaram no fim de semana, 17 de novembro de 2025, na capital mexicana, exigindo respostas do governo para a escalada de violência, corrupção e insegurança no país. Cartazes e palavras de ordem pediram a renúncia da presidente Claudia Sheinbaum.
A manifestação, convocada por grupos que se identificam como integrantes da Geração Z e replicada em mais de 50 cidades, marcou o maior ato de pressão popular já enfrentado pela administração socialista da presidente.
Confronto em frente ao Palácio Nacional
Na Cidade do México, manifestantes derrubaram as barreiras metálicas erguidas em torno do Palácio Nacional. A polícia usou gás lacrimogêneo para dispersar o grupo, e houve confronto. As autoridades informaram 120 feridos — 100 deles policiais — e 19 pessoas detidas.
Gatilho para o protesto
O assassinato do prefeito Carlos Manzo, apelidado de “Bukele do México” por sua postura firme contra os cartéis, ocorrido no início do mês, foi apontado pelos organizadores como estopim da mobilização.
Protestos em outras cidades
Marchas simultâneas ocorreram em Guadalajara, Monterrey, Mérida, Puebla e Querétaro. Manifestantes carregaram bandeiras mexicanas e acusaram o governo de falhar no combate ao crime organizado.
Resposta do governo
Em declaração pública, Claudia Sheinbaum afirmou que a mobilização foi “manipulada e financiada pela direita”. A presidente não apresentou provas que sustentem a acusação.
Os atos expõem o descontentamento crescente com a persistência da violência, apesar das promessas de reforço na segurança feitas pelo governo federal.
Com informações de Gazeta do Povo