Três atletas da seleção feminina de futebol do Irã desistiram do pedido de asilo apresentado na Austrália e deram início, neste sábado (14), aos trâmites para regressar a Teerã, informou a agência estatal Tasnim.
Na noite de terça-feira (10), cerca de 20 jogadoras deixaram Sydney rumo ao Irã, com escala em Kuala Lumpur. O grupo havia viajado à Austrália para disputar a Copa Asiática Feminina, realizada antes do início da guerra no país persa.
Das sete atletas que solicitaram vistos humanitários — concedidos pelo governo australiano a cinco jogadoras, adesão ampliada depois por mais duas companheiras —, quatro já voltaram atrás. As outras três permanecem em local não divulgado dentro do território australiano, citando medo de represálias do regime iraniano.
Polêmica do hino
A equipe ganhou os holofotes ao permanecer em silêncio durante o hino nacional na estreia diante da Coreia do Sul. A atitude, classificada como “traição” por parte da imprensa iraniana, foi revertida nos jogos seguintes, quando as jogadoras voltaram a cantar o hino.
Apego de Teerã
Na terça-feira (10), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, publicou na rede social X uma mensagem em que conclamava as atletas a regressar: “Não se preocupem, o Irã as espera de braços abertos. Voltem para casa”.
Enquanto o imbróglio feminino prossegue, o governo iraniano anunciou que a seleção masculina não participará da Copa do Mundo de 2026, marcada para EUA, Canadá e México, em razão do conflito no Oriente Médio.
Com informações de Gazeta do Povo