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Empresário Joesley Batista tentou persuadir Nicolás Maduro a buscar exílio na Turquia, aponta jornal

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Meses antes da operação militar dos Estados Unidos que terminou com a captura de Nicolás Maduro, o empresário brasileiro Joesley Batista, coproprietário da JBS, atuou nos bastidores para tentar convencer o então líder venezuelano a renunciar ao cargo e se refugiar na Turquia. A informação foi divulgada pelo Washington Post e repercutida neste sábado (10).

Interlocução informal

De acordo com o jornal norte-americano, Batista foi um dos civis que passaram a atuar como intermediários depois de sucessivas tentativas diplomáticas formais fracassarem. Ele viajou a Caracas no fim de novembro, levando uma proposta que previa:

  • renúncia imediata de Maduro;
  • exílio do ex-presidente e de sua esposa em território turco;
  • garantias de acesso norte-americano a petróleo e minerais estratégicos da Venezuela;
  • rompimento dos laços de Caracas com Cuba.

Fontes ouvidas pelo Washington Post informaram que o empresário não representava oficialmente o governo dos Estados Unidos, mas suas conversas foram acompanhadas pela Casa Branca e pelo então enviado especial norte-americano, Richard Grenell.

Resistência de Maduro

Ainda segundo o diário, Maduro rejeitou todas as propostas, encerrando as possibilidades de uma transição negociada. Com o impasse, a administração do presidente Donald Trump avaliou que as vias diplomáticas estavam esgotadas e intensificou o planejamento militar que, posteriormente, levou à detenção do ex-ditador.

Silêncio do grupo J&F

Procurado pela Gazeta do Povo, o grupo J&F, controlado pelos irmãos Batista, declarou que não comentaria o assunto.

Com informações de Gazeta do Povo