Jerusalém – As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram neste domingo (15) que a passagem de Rafah, na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito, voltará a funcionar na próxima quarta-feira, 18 de março.
O ponto de travessia está fechado desde 28 de fevereiro, data em que Israel, em coordenação com os Estados Unidos, iniciou uma ofensiva contra o Irã. A reabertura permitirá o fluxo de pessoas nos dois sentidos, sob as mesmas regras aplicadas antes do bloqueio mais recente.
Controle conjunto
De acordo com o comunicado das FDI, a circulação será coordenada com as autoridades egípcias, exigirá autorização prévia de segurança israelense e contará com a supervisão de uma missão da União Europeia. Além disso, viajantes passarão por inspeções adicionais no posto militar de Regavim.
Deslocamento demorado
O trajeto de aproximadamente 15 quilômetros entre a passagem de Rafah e o Hospital Nasser, em Khan Yunis, pode levar horas por causa dos múltiplos pontos de controle existentes ao longo do percurso.
Números da assistência médica
Antes do fechamento em fevereiro, Israel autorizava, em média, a saída diária de 13 pacientes em busca de tratamento fora de Gaza, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A travessia havia sido reaberta em 2 de fevereiro, após permanecer quase fechada desde maio de 2024, quando Israel assumiu o controle militar da região.
Dados da OMS indicam que, em fevereiro, mais de 30 pessoas – incluindo acompanhantes – deixavam Gaza diariamente. O Ministério da Saúde de Gaza, no entanto, previa inicialmente a saída de 50 pacientes por dia e a entrada de 150 indivíduos.
A organização estima que mais de 18,5 mil moradores de Gaza, entre eles cerca de 4,5 mil crianças, necessitam de tratamento médico urgente indisponível nos poucos hospitais ainda operacionais no território.
Com informações de Gazeta do Povo