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Israel prepara primeiro transplante de medula espinhal cultivada em laboratório

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Israel deve realizar, nos próximos meses, o primeiro transplante de medula espinhal humana criada em laboratório a partir de células do próprio paciente. O anúncio foi feito em 20 de agosto de 2025 pela Universidade de Tel Aviv, que conduz a pesquisa.

O procedimento, aprovado pelo Ministério da Saúde israelense para uso compassivo em até oito voluntários, tem potencial para permitir que pessoas paralisadas recuperem movimentos, segundo os responsáveis pelo estudo.

Como será feito o implante

A equipe liderada pelo professor Tal Dvir, chefe do Centro Sagol de Biotecnologia Regenerativa e do Centro de Nanotecnologia da universidade, parte de amostras de sangue do paciente. As células são reprogramadas até adquirirem características semelhantes às de células-tronco, capazes de se transformar em qualquer tecido.

Também são coletadas pequenas quantidades de tecido adiposo, usadas para produzir um hidrogel personalizado. Nesse suporte, as células se desenvolvem até formar uma estrutura tridimensional que replica a medula espinhal humana. O enxerto substituirá a área lesionada, buscando restabelecer a comunicação elétrica entre o cérebro e o corpo.

Resultados em animais

Testes pré-clínicos com camundongos cronicamente paralisados indicaram recuperação da capacidade de andar após o implante. Os resultados foram publicados na revista científica Advanced Science.

Israel prepara primeiro transplante de medula espinhal cultivada em laboratório - Imagem do artigo original

Imagem: Pexels via gazetadopovo.com.br

Panorama global e nacional

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que mais de 15 milhões de pessoas vivam com lesões medulares no mundo, grande parte provocada por quedas, acidentes de trânsito ou violência. No Brasil, casos como o da ex-ginasta Laís Souza, lesionada em 2014, e do músico Herbert Vianna, acidentado em 2001, ilustram os desafios enfrentados por quem depende de cadeira de rodas.

Próximos passos

Se os primeiros transplantes em humanos confirmarem a eficácia observada em animais, a técnica poderá inaugurar um novo padrão terapêutico para lesões medulares, hoje tratadas apenas com estabilização da coluna, controle de inflamações e reabilitação física. Os pesquisadores afirmam estar empenhados em ampliar o acesso ao tratamento caso os resultados se mantenham positivos.

Com informações de Gazeta do Povo