O governo de Israel anunciou neste domingo, 16 de novembro de 2025, a criação de uma comissão independente para investigar as deficiências de segurança que possibilitaram a ofensiva do Hamas em 7 de outubro de 2023, episódio que resultou em 1.200 mortos e 251 sequestrados em território israelense.
De acordo com o comunicado oficial, o colegiado não terá caráter estatal, mas receberá “plena autoridade para investigar”. O Executivo prometeu formar o grupo de forma a garantir ampla aceitação pública.
Em Israel, comissões oficiais costumam ter seus integrantes definidos pelo presidente da Suprema Corte. Neste caso, porém, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu será o responsável por nomear o comitê ministerial encarregado de fixar prazos e delimitar os temas que serão examinados.
Desde 1968, o país instituiu 20 comissões desse tipo para tratar de diferentes assuntos. Netanyahu, que se opôs durante mais de dois anos à abertura de um inquérito sobre o ataque do Hamas, argumentava que a medida poderia atrapalhar a operação militar em Gaza.
Com a instauração de um cessar-fogo na Faixa em 15 de outubro, a Suprema Corte avaliou que já não havia impedimentos para uma investigação formal e concedeu 30 dias ao governo para apresentar um plano.
Até o momento, apenas as Forças de Defesa de Israel (IDF) e o Shin Bet, serviço de inteligência interna, conduziram apurações internas sobre o caso. Um painel de especialistas concluiu recentemente que a maior parte dos inquéritos militares abertos em 2024 era “incompleta e insuficiente”.
Com informações de Gazeta do Povo