Jerusalém, 26 de março de 2026 – O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) pretendem ocupar áreas do sul do Líbano até o rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da fronteira, com o objetivo de estabelecer uma zona de segurança contra ataques do Hezbollah.
A declaração foi feita durante reunião com o chefe do Estado-Maior e marca a sinalização mais clara, até o momento, de que o governo israelense avalia manter tropas em território libanês por período indeterminado. Segundo Katz, militares devem assumir o controle de pontes e posições estratégicas ao longo do percurso até o Litani.
Escalada após operação contra o Irã
Desde 28 de fevereiro, quando Israel e Estados Unidos iniciaram ofensiva aérea conjunta contra alvos no Irã, o Hezbollah intensificou lançamentos de foguetes e mísseis contra o norte israelense, abrindo um segundo front no conflito regional. Autoridades em Jerusalém veem os ataques como tentativa do grupo libanês — aliado de Teerã — de aliviar a pressão sobre o regime iraniano.
Fontes militares citadas pelo jornal The Jerusalem Post relataram que o plano inicial israelense previa incursões pontuais no Líbano. Porém, a continuidade dos disparos levou a uma mudança de estratégia, agora voltada a uma presença prolongada no terreno.
Reação do Hezbollah e histórico
O Hezbollah reagiu afirmando que considerará qualquer ocupação uma violação direta da soberania libanesa e prometeu enfrentar as tropas israelenses. Israel já manteve forças no sul do Líbano entre 1982 e 2000, período marcado por confrontos constantes e significativa pressão internacional.
Impacto humanitário
Dados do Ministério da Saúde do Líbano indicam mais de mil mortos e mais de um milhão de deslocados desde o início da nova fase de combates. Israel relata vítimas civis e militares atingidas por foguetes disparados a partir do território libanês.
Enquanto a artilharia israelense destrói estruturas do Hezbollah e pontes sobre o Litani, oficiais das FDI reconhecem que uma ocupação prolongada pode aumentar a exposição de soldados a emboscadas e elevar a tensão diplomática.
Com informações de Gazeta do Povo