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Israel aprova expansão de assentamentos na área E1, próximo a Jerusalém Oriental

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O governo de Israel deu aval definitivo nesta quarta-feira, 20 de agosto de 2025, ao projeto de expansão de assentamentos na região conhecida como E1, ao lado de Jerusalém Oriental. A implementação prevê 3,4 mil novas unidades habitacionais em Maaleh Adumim, na Cisjordânia, e pode bloquear o acesso da Cisjordânia ocupada à capital, dificultando a formação de um Estado palestino contíguo.

Quem anunciou

O ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, confirmou a decisão da Administração Civil israelense. Segundo ele, a medida “apaga na prática a ilusão dos dois Estados” e “consolida o controle do povo judeu sobre o coração da Terra de Israel”.

Reação de organizações

Para Aviv Tatarsky, pesquisador da ONG israelense Ir Amim, a aprovação representa “uma decisão consciente para implementar um regime de apartheid”. Ele pediu que a comunidade internacional adote ações concretas para impedir a expulsão de palestinos da área E1.

Israel aprova expansão de assentamentos na área E1, próximo a Jerusalém Oriental - Imagem do artigo original

Imagem: Fábio GalãoCom informações da Agênc via gazetadopovo.com.br

Antecedentes

  • Na semana anterior, Smotrich já havia autorizado o plano de construção das 3,4 mil moradias em Maaleh Adumim.
  • No fim de maio, o ministro anunciou a criação de 22 novos assentamentos judaicos na Cisjordânia, apontados pela ONG Peace Now como a maior expansão desde os Acordos de Oslo, de 1993.
  • Em junho, Reino Unido, Austrália, Canadá, Nova Zelândia e Noruega impuseram sanções contra Smotrich e o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben-Gvir, proibindo a entrada de ambos nesses países e congelando seus bens por suposta incitação à violência contra palestinos.
  • Na época, Smotrich recordou que o Reino Unido já restringira a imigração judaica durante o Mandato Britânico da Palestina, nas décadas de 1930 e 1940, e disse que não permitiria que isso se repetisse.

Com a aprovação de hoje, o governo israelense consolida mais uma etapa de sua política de colonização na Cisjordânia, alvo de críticas de diversos países e organizações internacionais.

Com informações de Gazeta do Povo