Um alto integrante do governo israelense afirmou nesta sexta-feira (28.fev.2026) à agência Reuters que equipes de busca encontraram o corpo do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, entre os escombros do complexo presidencial atingido durante a ofensiva aérea realizada por Israel e Estados Unidos.
A declaração foi divulgada horas depois dos bombardeios, descritos por Tel Aviv como a operação “mais ambiciosa contra o regime iraniano em décadas”. O local atingido, segundo a fonte, abrigava o gabinete onde Khamenei costumava despachar.
Teerã nega morte do líder
A imprensa estatal iraniana contestou a informação. Citando um assessor próximo ao gabinete do aiatolá, os veículos oficiais garantiram que Khamenei “está firme e no comando”. Até o momento, o governo iraniano não confirmou nem desmentiu oficialmente o falecimento.
Trump apoia versão israelense
Questionado pela NBC News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou acreditar que o relato sobre a morte do líder iraniano “é verdadeiro”. Ele afirmou que a operação visou eliminar “uma ameaça de décadas” representada pelo programa nuclear do Irã e impedir que Teerã desenvolva armas atômicas.
Netanyahu: “sinais de que Khamenei não sobreviveu”
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse haver “muitos indícios” de que o aiatolá está morto e acrescentou que o complexo foi destruído. Segundo ele, comandantes da Guarda Revolucionária e autoridades ligadas ao programa nuclear também teriam sido mortos na ação.
Escalada regional
Teerã classificou os bombardeios como “não provocados” e “ilegais”. Em resposta, lançou mísseis contra Israel e contra ao menos sete outros países, incluindo emirados do Golfo que hospedam bases militares norte-americanas. Há relatos de explosões em territórios vizinhos, mas ainda não há balanço oficial de vítimas.
A ausência de confirmação independente sobre a identificação formal do corpo mantém o cenário de incerteza quanto ao destino do líder supremo iraniano.
Com informações de Gazeta do Povo