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Teerã reconhece mensagens dos EUA, mas descarta negociações para pôr fim à guerra

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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou nesta quarta-feira (25/03/2026) que o governo iraniano recebeu “diversas mensagens” dos Estados Unidos, encaminhadas por países mediadores, com o objetivo de discutir um possível acordo para encerrar a guerra em andamento. Segundo o chanceler, porém, Teerã não pretende iniciar qualquer processo de negociação neste momento.

“O envio de recados por intermediários não significa negociação”, declarou Araqchi à emissora estatal iraniana. De acordo com o ministro, a linha adotada pelo regime é a da “resistência”, e qualquer contato que vá além disso será rejeitado.

Araqchi classificou a iniciativa norte-americana como sinal de fragilidade. “Antes, Washington exigia rendição incondicional. Agora fala em negociar; isso, por si só, é uma admissão de derrota”, disse. Ele acrescentou que um eventual acordo só será aceito se refletir “os termos definidos por Teerã”.

Proposta norte-americana

Na mesma semana, mediadores entregaram ao governo iraniano um plano dos EUA que inclui:

  • encerramento do programa nuclear;
  • paralisação do desenvolvimento de mísseis;
  • garantias de segurança para as rotas marítimas no Golfo Pérsico.

Teerã rejeitou o documento e apresentou condições próprias, entre elas garantias de que novos ataques não ocorrerão, reconhecimento de direitos iranianos sobre áreas estratégicas e o fim de operações militares contra grupos aliados do Irã na região.

Recado da Casa Branca

Mais cedo, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está preparado para intensificar os ataques caso o Irã não aceite um acordo. “O presidente não blefa”, ressaltou, advertindo Teerã contra “cálculos equivocados” diante das ameaças de Washington.

Até o momento, não há previsão de novos encontros ou comunicações diretas entre os dois governos.

Com informações de Gazeta do Povo