O governo iraniano informou nesta quinta-feira (2) que elabora, em conjunto com Omã, um protocolo destinado a regular a circulação de navios no Estreito de Ormuz quando o atual conflito com Estados Unidos e Israel chegar ao fim.
Segundo a agência estatal Tasnim, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, explicou que o documento, já em fase final de redação, pretende estabelecer regras coordenadas entre os dois países que dividem a costa da passagem estratégica, responsável pelo trânsito de cerca de 20% do petróleo mundial.
Permissões prévias e segurança
Pelo esboço apresentado, embarcações comerciais e militares que desejem cruzar o estreito, em tempos normais, deverão solicitar autorização prévia tanto a Teerã quanto a Mascate. A exigência, afirmou o diplomata, busca reforçar a segurança marítima e a proteção ambiental na região.
Gharibabadi responsabilizou Estados Unidos e Israel pelo bloqueio atual e argumentou que, enquanto durar a guerra, não é viável aplicar normas de paz à rota. Ele acrescentou que, mesmo depois do conflito, o Irã poderá restringir a passagem de navios pertencentes a países classificados como “agressores” ou aliados deles, caso surjam novos cenários de tensão.
Pressão internacional
Na véspera, o presidente norte-americano Donald Trump atribuiu a escalada militar à suposta ambição iraniana de obter armamento nuclear e afirmou que diplomatas dos dois países discutem um possível acordo de paz. Trump advertiu que novos ataques não estão descartados se o entendimento não avançar.
Governos europeus, por sua vez, informaram nesta quinta-feira que avaliam sanções adicionais contra Teerã, caso o Estreito de Ormuz permaneça fechado, mas não sinalizaram recorrer a ações militares para reabrir a via.
O Irã pretende submeter o texto final do protocolo às autoridades de Omã nos próximos dias. Se chancelado, o acordo definirá procedimentos para retomar o tráfego marítimo assim que as hostilidades cessarem.
Com informações de Gazeta do Povo