A Guarda Revolucionária do Irã informou neste domingo, 29 de março de 2026, que lançou uma nova série de ataques com mísseis e drones contra alvos de Israel e instalações militares dos Estados Unidos em diversos pontos do Oriente Médio.
De acordo com comunicado divulgado pela agência estatal “Tasnim”, a primeira fase da ofensiva mirou estruturas de operações aéreas, depósitos de armas e áreas de drones nas bases americanas de Camp Victory (Iraque), Arifjan (Kuwait) e Al Kharj (Arábia Saudita).
O texto acrescenta que esconderijos atribuídos a forças norte-americanas, israelenses e a um grupo curdo iraquiano também teriam sido atingidos em Arad, no Deserto de Negev, em Tel Aviv (Israel) e em Arbil (Iraque), além de instalações da Quinta Frota dos EUA no Bahrein e da base aérea de Al-Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos. Segundo Teerã, essa foi a 86ª investida da chamada “Operação Promessa Verdadeira 4”, executada em várias etapas.
Horas antes, a Guarda Revolucionária anunciara a destruição de um avião norte-americano de alerta aéreo antecipado (E-3 AWACS) durante ataque com mísseis à base de Al Kharj, na Arábia Saudita. “A aeronave foi completamente destruída e outras que estavam próximas sofreram danos graves”, afirmou a nota divulgada pela agência “Fars”.
Na sexta-feira, 27 de março, pelo menos 12 militares dos Estados Unidos ficaram feridos em ofensiva iraniana contra Al Kharj, dois deles em estado grave, conforme autoridades norte-americanas relataram à imprensa local.
No dia seguinte, o Exército dos EUA desmentiu declaração do tenente-coronel Ebrahim Zolfagari, porta-voz do Quartel-General Central de Khatam-al Anbiya, que havia indicado a morte de 500 pessoas em suposto ataque iraniano a duas instalações americanas em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.
A escalada ocorre em meio a conversas indiretas entre Washington e Teerã, mediadas pelo Paquistão, e ao recente envio de tropas norte-americanas para a região. Neste domingo, autoridades iranianas voltaram a advertir contra qualquer incursão terrestre dos Estados Unidos no país.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, acusou Washington de falar em negociação enquanto, “em segredo”, prepararia uma operação terrestre. Já o porta-voz do Quartel-General Central de Khatam-al Anbiya alertou que um ataque desse tipo terminaria com a “captura humilhante” de soldados norte-americanos, que, segundo ele, serviriam de “alimento para tubarões” no Golfo Pérsico.
Em tom semelhante, o general Amirhosein Shafiei, comandante do Quartel Noroeste do Exército de Terra iraniano, afirmou que “decapitará cada soldado americano” em caso de invasão e declarou que “a nação iraniana determinará o fim da guerra”.
Até o momento, não houve confirmação independente dos danos relatados por Teerã, nem reação oficial de Washington ou de Tel Aviv aos novos disparos.
Com informações de Gazeta do Povo