Home / Internacional / Teerã intensifica “guerra nas sombras” para atingir EUA e Israel sem confronto direto

Teerã intensifica “guerra nas sombras” para atingir EUA e Israel sem confronto direto

ocrente 1773634752
Spread the love

Para conter adversários militarmente superiores, o Irã tem ampliado o uso da chamada “guerra nas sombras”, estratégia que recorre a intermediários para executar ataques, sabotagens e operações de espionagem sem assumir publicamente a autoria.

Como funciona a tática

Nessa modalidade de combate indireto, Teerã evita o envio de tropas regulares. Em vez disso, emprega grupos aliados, criminosos contratados ou agentes clandestinos para realizar explosões, sequestros, invasões cibernéticas e coleta de informações em território estrangeiro. A negação oficial dificulta retaliações diretas e reduz o risco de escalada para uma guerra aberta.

Alvos prioritários

Estados Unidos e países europeus figuram entre os principais focos das operações. Investigações recentes apuraram explosões próximas à embaixada norte-americana em Oslo, ataques contra sinagogas na Bélgica e monitoramento de dissidentes iranianos em nações como Reino Unido, Alemanha e França.

Células adormecidas

Autoridades de inteligência do Ocidente identificaram a presença de “células adormecidas” — grupos que levam vidas aparentemente comuns, mas aguardam instruções codificadas para agir. Sinais de rádio contendo sequências numéricas, por exemplo, podem funcionar como gatilho para execuções, sequestros ou apoio logístico a redes criminosas.

Comando das operações

A coordenação externa cabe à Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária Iraniana especializada em ações de inteligência e guerra não convencional fora das fronteiras do país. Esses agentes servem de elo entre o governo de Teerã e os executores distribuídos pelo mundo.

Motivação

Confrontar diretamente potências como Estados Unidos e Israel significaria enfrentar armamentos muito superiores. Ao optar pela guerra nas sombras, o Irã procura manter capacidade de pressão global, elevar o custo para seus inimigos e evitar uma invasão em larga escala a seu território.

As autoridades ocidentais reforçaram a segurança de instalações diplomáticas, comunidades judaicas e opositores do regime iraniano enquanto monitoram possíveis movimentos da rede montada por Teerã.

Com informações de Gazeta do Povo