O Irã lançou na madrugada deste sábado (14) uma série de ataques contra o segundo maior centro de abastecimento de combustíveis do planeta, localizado nos Emirados Árabes Unidos, e contra três bases aéreas norte-americanas no Golfo Pérsico. A ofensiva foi apresentada pela Guarda Revolucionária como resposta direta aos bombardeios dos Estados Unidos à Ilha de Kharg, onde estão armazenadas 90% das exportações de petróleo iranianas.
Alvo estratégico em Fujairah
De acordo com a agência Reuters, operações de carregamento de petróleo precisaram ser interrompidas no porto de Fujairah, nos Emirados Árabes, depois que um drone iraniano foi interceptado e seus destroços provocaram um incêndio no terminal. O complexo é considerado o segundo maior ponto de reabastecimento de combustíveis do mundo.
Bases norte-americanas sob fogo
O comandante da Força Naval da Guarda Revolucionária, general Alireza Tangsiri, afirmou que “alvos-chave” em três bases aéreas norte-americanas foram atingidos em ondas sucessivas:
- Al Zafra, nos Emirados Árabes Unidos;
- Sheikh Isa, no Bahrein;
- Al Udeid, no Catar.
Segundo Tangsiri, radares Patriot, torres de controle, hangares de aeronaves, rampas centrais e depósitos de combustível “foram consumidos pelas chamas”. As informações não foram confirmadas pelos Estados Unidos até o momento.
Escalada após Kharg
Os ataques marcam a primeira reação iraniana ao bombardeio americano de sexta-feira (13) sobre a Ilha de Kharg, situada a 25 quilômetros da costa iraniana e sede do principal terminal exportador de petróleo do país. Após a investida, o governo iraniano declarou legítimos todos os interesses dos EUA nos Emirados Árabes, incluindo portos, docas e instalações militares.
Posicionamento de Washington
O presidente norte-americano Donald Trump disse que o ataque a Kharg teve como alvo apenas objetivos militares e que optou por “não destruir a infraestrutura petrolífera da ilha”. O mandatário advertiu, porém, que pode rever a decisão caso o bloqueio iraniano ao Estreito de Ormuz continue.
Reflexos na região
A captura de Kharg pelas forças dos EUA eleva o nível de risco no Golfo. Segundo o Wall Street Journal, Washington deslocou uma força-tarefa de fuzileiros navais para o Oriente Médio, preparada para respostas rápidas a crises militares na região.
Até este sábado, não havia relatórios oficiais sobre vítimas ou danos totais decorrentes dos ataques de ambos os lados.
Com informações de Gazeta do Povo