A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) realizará manobras militares com fogo real no Estreito de Ormuz na próxima semana, informou a emissora estatal Press TV nesta quinta-feira (29/01/2026).
O estreito, ao sul do Irã e responsável pela passagem de cerca de 20% do petróleo e gás natural transportados mundialmente, liga o Golfo de Omã ao Golfo Pérsico e é considerado ponto estratégico para o comércio energético global.
O anúncio ocorre em meio ao aumento de tensões entre Teerã e Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma frota naval ao Oriente Médio e ameaçou intervenção militar caso o governo iraniano não aceite negociar. A medida foi adotada após protestos iniciados no fim de dezembro terem sido reprimidos com violência; segundo dados citados pelo regime dos aiatolás, mais de 3.100 pessoas morreram.
Teerã acusa Estados Unidos e Israel de incentivar as manifestações. Em resposta às ameaças norte-americanas, um conselheiro político do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, advertiu na quarta-feira que o Irã atacará Tel Aviv, alvos dos EUA e países aliados de Washington se houver incursão militar contra seu território.
Moscou também se manifestou. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, declarou que “qualquer uso da força só poderia gerar caos na região e consequências muito perigosas em termos de desestabilização dos sistemas de segurança”.
Enquanto isso, a União Europeia avança para incluir a Guarda Revolucionária Iraniana na lista de organizações terroristas do bloco. Ministros das Relações Exteriores dos 27 Estados-membros chegaram a um acordo político informal, ainda dependente de aprovação unânime para entrar em vigor.
Com informações de Gazeta do Povo