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Irã lança ofensiva de drones e ameaça bloqueio do Estreito de Ormuz para desgastar EUA e Israel

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Teerã, 3 de março de 2026 – O Irã respondeu aos recentes bombardeios realizados por forças dos Estados Unidos e de Israel com uma estratégia assimétrica centrada no uso maciço de drones de baixo custo, ataques a bases em países vizinhos e na possibilidade de fechar o Estreito de Ormuz, rota por onde transita cerca de 20% do petróleo e gás mundial.

Desgaste financeiro como objetivo

Segundo analistas militares, o regime iraniano não pretende vencer o confronto pela força bruta. A meta é criar uma “guerra de atrito”, lançando ondas sucessivas de drones e mísseis baratos para obrigar Washington e Tel Aviv a empregar sistemas de defesa de alto valor, elevando rapidamente o custo da operação para os adversários.

Drones saturam defesas de Israel e dos EUA

Os veículos aéreos não tripulados, exibidos em grande número pela imprensa estatal iraniana, servem para sobrecarregar escudos antimísseis como o Domo de Ferro israelense. Cada interceptor utilizado pelos aliados custa múltiplas vezes o preço de um drone iraniano derrubado.

Pressão sobre o petróleo

A ameaça de fechar o Estreito de Ormuz já repercute no mercado de energia. O barril do Brent subiu para US$ 83 e especialistas projetam que possa atingir US$ 100, elevando a inflação global à medida que o aumento do combustível respinga em diversos setores produtivos.

Ataques a bases vizinhas ampliam front

Além de Israel, Teerã vem direcionando mísseis e drones contra países como Bahrein e Arábia Saudita, que sediam instalações americanas ou fornecem apoio logístico. A medida eleva o número de governos expostos a retaliações e força Washington a dispersar defesas. Observadores, contudo, avaliam que a tática pode isolar ainda mais o Irã na região.

Impacto político nos Estados Unidos

Ao estender a crise militar ao mercado de petróleo, o Irã tenta atingir o presidente Donald Trump em ano eleitoral. A volatilidade nos preços de energia pressiona a economia doméstica e pode reduzir o apoio popular às operações militares conduzidas pela Casa Branca.

O desenrolar do conflito permanece incerto, mas a combinação de drones baratos, ataques regionalizados e pressão econômica indica que Teerã aposta em um embate prolongado para exaurir recursos financeiros e capital político dos Estados Unidos e de Israel.

Com informações de Gazeta do Povo