O governo iraniano determinou na noite desta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026, o fechamento total do seu espaço aéreo, medida que amplia a tensão com os Estados Unidos diante da possibilidade de uma ação militar de Washington contra o país.
A restrição foi comunicada por meio de um aviso aeronáutico internacional (NOTAM), segundo a agência Reuters. Instantes após a divulgação, o tráfego de voos sobre o território iraniano foi rapidamente desviado.
Autoridades militares ocidentais ouvidas pela agência avaliam que todos os indícios apontam para um ataque norte-americano iminente. Horas antes, Teerã havia alertado nações vizinhas de que bases dos EUA na região poderiam ser alvos caso a ofensiva se concretize.
Em paralelo, emissoras internacionais relataram que os Estados Unidos iniciaram a retirada preventiva de parte do efetivo estacionado na base aérea de Al-Udeid, no Catar. O Reino Unido confirmou a remoção de alguns de seus militares do mesmo local.
Em Washington, o presidente Donald Trump declarou que recebeu informações de que o regime iraniano não pretende executar manifestantes detidos, mas ressaltou que a opção militar continuará “sobre a mesa” enquanto monitora a situação.
No âmbito diplomático, governos europeus adotaram medidas de precaução. A Alemanha orientou companhias aéreas do país a evitarem o espaço aéreo iraniano. Espanha e Itália recomendaram que seus cidadãos deixem o Irã, enquanto o Reino Unido anunciou o fechamento temporário de sua embaixada em Teerã e a retirada de todo o pessoal diplomático.
Os protestos que sacodem o Irã começaram no fim de dezembro, motivados pela crise econômica e pela desvalorização da moeda local, e evoluíram para atos contra o regime islâmico. A organização Human Rights Activists News Agency (HRANA) calcula em mais de 2 000 o número de mortos em confrontos com as forças de segurança.
Com informações de Gazeta do Povo