Teerã — Quatro instalações de armazenamento de petróleo nas províncias de Teerã e Alborz, no Irã, foram atingidas por mísseis disparados por forças dos Estados Unidos e de Israel na manhã deste domingo, 8 de março de 2026.
Logo após a ofensiva, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou que, se o conflito se prolongar, “não haverá petróleo nem capacidade para produzi-lo”, sugerindo risco imediato ao abastecimento global.
Escalada militar e impactos regionais
Na semana anterior, o tráfego no Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do petróleo consumido no mundo — foi interrompido. O Irã também realizou ataques contra instalações energéticas em Israel, Arábia Saudita e Catar, todos aliados de Washington.
Pressão sobre os preços
Desde o início da guerra, o barril do Brent acumula alta de quase 30%. A cotação passou de US$ 72,48 em 29 de fevereiro, véspera do primeiro ataque norte-americano, para US$ 92,69 na sexta-feira, 6 de março, elevando custos em múltiplos setores da economia global.
Consequências internas
As explosões provocaram nuvens tóxicas sobre a capital iraniana. Entidades ambientais pediram que a população permaneça em casa nos próximos dias. Paralelamente, o governo interino instituiu racionamento de combustível, limitando o consumo a 20 litros de gasolina por pessoa por dia até a normalização do fornecimento.
Qalibaf atribuiu a escalada do conflito a “ilusões” do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e disse que os danos também atingem interesses norte-americanos e de “países da região e do mundo”.
Com informações de Gazeta do Povo