Teerã, 28 jan. 2026 – O regime islâmico do Irã ameaçou alvejar Israel, instalações ligadas aos Estados Unidos e países que apoiem Washington caso os norte-americanos iniciem uma operação militar contra território iraniano.
A advertência foi feita nesta quarta-feira (28) por Ali Shamkhani, assessor político do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. Em publicação na rede social X, Shamkhani afirmou que qualquer ação militar dos EUA será considerada “o início de uma guerra” e receberá uma resposta “imediata, integral e sem precedentes”, direcionada “ao agressor, ao coração de Tel Aviv e a todos que o apoiarem”.
Pressão norte-americana
A tensão aumentou depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenar o envio de uma frota naval ao Oriente Médio. Segundo Trump, os navios “estão prontos para cumprir sua missão com rapidez e violência” caso o Irã rejeite negociar um novo acordo nuclear.
O chefe da Casa Branca declarou que o objetivo da demonstração de força é levar Teerã de volta à mesa de negociações para um pacto “justo e equitativo” que impeça o desenvolvimento de armas nucleares pelo país persa. Trump disse ainda esperar que os iranianos retomem o diálogo “em breve”.
Protestos internos
O envio da frota ocorre em meio a protestos que sacodem o Irã desde o fim de dezembro. As manifestações, iniciadas por queixas econômicas, passaram a pedir a queda do regime religioso e vêm sendo reprimidas pelas autoridades.
De acordo com dados divulgados por Teerã, os confrontos já deixaram 3.117 mortos. A organização oposicionista Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos, estima que o número de vítimas possa chegar a 6.126.
O governo iraniano acusa Washington e Israel de fomentarem os protestos.
Com informações de Gazeta do Povo