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Influenciadores cubanos são detidos sob acusação de “propaganda contra a ordem constitucional”

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Havana (Cuba), 13.fev.2026 – Os criadores de conteúdo cubanos Ernesto Ricardo Medina e Kamil Zayas Pérez foram presos preventivamente após serem acusados de “propaganda contra a ordem constitucional”, informou a Procuradoria de Holguín.

Ambos integram o projeto audiovisual independente El4tico, que reúne milhares de seguidores nas redes sociais e publica vídeos críticos à situação social e econômica do país.

Acusações formais

Em nota oficial, o Ministério Público cubano alegou que Medina e Zayas “incitam o povo, integrantes das Forças Armadas Revolucionárias e do Ministério do Interior a alterar a ordem constitucional da República de Cuba” e “difamam as instituições políticas e sociais do país”. A promotoria acrescentou que o inquérito prossegue para coleta de provas, mantendo os dois sob custódia.

Ação policial e apreensões

Organizações de direitos humanos relataram que agentes do regime invadiram as residências dos influenciadores no bairro de Piedra Blanca, confiscando computadores, telefones, câmeras e demais equipamentos utilizados na produção de conteúdo.

Local de detenção

Medina e Zayas foram levados para a Delegacia de Polícia Criminal de Holguín, estrutura apontada por entidades internacionais como cenário de tortura, interrogatórios violentos e tratamento degradante.

Repercussão internacional

O Departamento de Estado dos Estados Unidos, por meio do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, condenou as prisões. A Associação Interamericana de Imprensa (AIAP) e outras entidades de defesa de direitos humanos também manifestaram preocupação.

Contexto político

O presidente Miguel Díaz-Canel nega a existência de presos políticos em Cuba e acusa opositores de atuarem como “mercenários” a serviço de interesses estrangeiros. A detenção ocorre em meio à pior crise em décadas, marcada por escassez de alimentos, medicamentos e energia.

Com informações de Gazeta do Povo