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Veículos internacionais repercutem saúde frágil de Bolsonaro após ordem de prisão de Moraes

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A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o imediato cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses imposta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ganhou destaque na imprensa estrangeira nesta terça-feira (25 de novembro de 2025). Embora ainda dependa de confirmação pela Primeira Turma do STF, a medida mantém Bolsonaro detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília desde sábado (22).

As publicações fora do país enfatizaram principalmente o estado de saúde do ex-chefe do Executivo, de 70 anos, e o pedido de seus advogados para que a pena seja cumprida em regime domiciliar.

Argumentos da defesa

De acordo com a agência Reuters, o advogado Celso Vilardi afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que o Supremo teria sido precipitado ao encerrar o processo sem conceder prazo maior para recursos. A defesa alega que Bolsonaro sofre crises de ansiedade, soluços e vômitos, problemas que se agravaram após a facada sofrida durante a campanha de 2018.

Cobertura dos EUA e da Europa

A emissora norte-americana CNN declarou que os representantes legais de Bolsonaro consideram a detenção “injustificável” e dizem que a saúde dele corre risco dentro da prisão. Já a agência espanhola EFE ressaltou que, além da idade avançada, o ex-presidente apresenta quadro clínico delicado e já passou por várias cirurgias em razão do atentado de 2018.

O jornal The New York Times publicou que analistas veem a permanência de Bolsonaro no presídio como temporária, apostando na provável concessão de prisão domiciliar pelo STF. O periódico reproduziu o argumento da defesa de que as crises de soluço e vômito exigem assistência médica contínua.

Assistência médica garantida

Na decisão, Moraes determinou atendimento médico em plantão permanente na unidade policial e garantiu acesso irrestrito da equipe de saúde que acompanha Bolsonaro, sem necessidade de autorização judicial prévia.

Os advogados prometem renovar o pedido de prisão domiciliar por razões humanitárias caso a sentença seja mantida nos termos atuais.

Com informações de Gazeta do Povo