Os Estados Unidos iniciaram neste sábado, 31 de janeiro, a segunda paralisação parcial de agências federais no governo Donald Trump. O bloqueio orçamentário ocorre após o Senado aprovar, na sexta-feira, um pacote de cinco projetos de financiamento e uma prorrogação de duas semanas para o Departamento de Segurança Interna (DHS), mas adiar o envio da matéria para a Câmara dos Representantes.
O impasse está centralizado no financiamento do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE), envolvido na morte a tiros de dois moradores em Minneapolis, fato que desencadeou protestos em várias cidades. Enquanto republicanos defendem a manutenção integral dos recursos, democratas exigem maior fiscalização das operações do órgão.
Com a Câmara convocada apenas para segunda-feira, 2 de fevereiro, o Pentágono, a Receita Federal (IRS) e a maior parte das repartições civis suspenderam atividades a partir da 0h de hoje. O Comitê de Regras da Casa vai se reunir neste domingo, 1º, para formatar o texto que precisará do apoio de dois terços dos deputados — incluindo um número expressivo de democratas.
“Não votarei por um projeto de lei do DHS que não financie e empodere totalmente o ICE”, afirmou o republicano Dan Crenshaw, do Texas. Já o líder democrata Hakeem Jeffries sustentou ser “urgente controlar o ICE e o DHS”.
Entre as exigências democratas estão o fim das patrulhas migratórias itinerantes, regras mais rígidas para ordens de busca em residências de imigrantes, proibição de máscaras para agentes e uso obrigatório de câmeras corporais. Do lado republicano, a principal demanda é endurecer medidas contra as chamadas “cidades santuário”.
Caso a Câmara aprove o pacote na segunda-feira, o texto seguirá para sanção do presidente Trump, encerrando o shutdown. Paralisações de fim de semana são frequentes e costumam ter impacto menor que a registrada entre 1º de outubro e 12 de novembro de 2025, que durou 43 dias e entrou para a história como o mais longo bloqueio governamental do país.
Com informações de Gazeta do Povo