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Multidão em Lyon presta homenagem a jovem direitista assassinado; caso provoca repercussão internacional

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Lyon – Cerca de 3,5 mil pessoas caminharam em silêncio pelas ruas do centro da cidade francesa no sábado (21) para lembrar Quentin Deranque, estudante de 23 anos morto a golpes por militantes de esquerda em 12 de fevereiro.

Com rosas brancas nas mãos e retratos do universitário, os presentes entoaram orações e pediram justiça. A manifestação, monitorada por forte efetivo policial, transcorreu de forma pacífica, embora a prefeitura tenha informado que analisa imagens em que alguns indivíduos teriam feito saudações nazistas. Segundo a prefeita Fabienne Buccio, eventuais infrações serão encaminhadas ao Ministério Público.

Investigação aponta 11 envolvidos

As autoridades já identificaram 11 suspeitos pelo ataque ocorrido nas imediações de um evento universitário que contava com a presença de uma eurodeputada do partido França Insubmissa (LFI), de orientação radical de esquerda. Sete pessoas foram formalmente indiciadas, seis delas por homicídio doloso. Entre os detidos está um assessor parlamentar do deputado Raphaël Arnault, também filiado ao LFI, o que intensificou o debate sobre a escalada da violência ideológica no país.

Repercussão além das fronteiras

O assassinato gerou reações internacionais. A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, classificou o crime como “uma ferida para toda a Europa” e um ataque à convivência democrática. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, pediu serenidade e anunciou reuniões para discutir medidas de combate a grupos violentos.

A tensão chegou à diplomacia franco-americana. O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, convocou o embaixador dos Estados Unidos em Paris, Charles Kushner, após a administração Trump apontar o caso como prova da violência da “extrema-esquerda”. Barrot respondeu que a França “não precisa de lições” sobre como lidar com seus problemas internos e considerou as declarações uma interferência.

Enquanto prosseguem as investigações, familiares e amigos de Quentin Deranque cobram punição rápida dos responsáveis e prometem novos atos caso não haja avanços substanciais.

Com informações de Gazeta do Povo